terça-feira, 28 de abril de 2009

Tecnologia do isolamento. Ou não.

Confesso que sou adepto das inovações tecnológicas que surgem a cada momento, around the world. É fácil acreditar que isso vêm favorecendo esse intercambio entre diferentes pessoas, de diferentes regiões do mundo. Trabalho, cultura, informação e diversão. É necessário que isso se perpetue, entretanto, de forma "saudável".
Antigamente, em cada casa havia apenas uma TV ou rádio para que todos pudessem desfrutar daquele momento familiar de descontração. Mesmo as famílias mais afortunadas tinham apenas uma unidade daquele aparelho. A intenção era favorecer esses laços. Aquilo era um momento, talvez o único do dia, que a família tinha para se reunir, onde os pais contavam sobre seus labores e os filhos sobre seus estudos. Um dos prováveis motivos da perduração dos casamentos daquela época é essa mútua relação de afeto.

Por outro ângulo, podemos perceber que atualmente, com o crescente número de itens tecnológicos, as pessoas os compram para que possam manter contato com amigos e conhecidos. Não me refiro somente aos aparelhos, mas sim toda forma de comunicação, desde o bluetooth até as redes sociais de amigos, do tipo Orkut, Facebook, Twitter e MSN. Por problemas que vêm de casa, as pessoas procuram essas fontes para que possam "desabafar", ouvir opiniões e conselhos. Pode ser que tais problemas sociais de fonte doméstica sejam causados justamente pelo "exílio tecno-familiar", onde cada membro tem uma TV (por exemplo) em seu quarto, vê sua programação lá mesmo e nem mantém contato com os outros familiares.

Há redes que disponibilizam perfis de pessoas para encontros pessoais. Kasal, Par Ideal, Catho, entre outros, faz essa parte para aquelas que têm timidez para "chegar" em pretendentes durante baladas. Agora, é a tecnologia a favor do relacionamente. Mesmo que possa gerar problemas...

Por que será que a maioria dos fones tem apenas um par de saídas de áudio? Puro egoísmo?




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Abraços e Volte Sempre...

Leo Fávaro

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